Uma reportagem publicada neste domingo (13 de setembro de 2026) por um jornal do Reino Unido afirma que a crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF) pode exercer papel decisivo na eleição presidencial prevista para o mês seguinte. Segundo a reportagem, o confronto entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça vem projetando uma sombra sobre a campanha.
O texto descreve a situação como uma disputa acirrada entre Moraes e Mendonça e destaca que o episódio alimenta narrativa política em torno da polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — que disputa um quarto mandato não consecutivo — e Flávio Bolsonaro (PL).
Levantamentos e agregadores de pesquisa citados na cobertura indicam que Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em cenários de segundo turno, o que aumenta a atenção sobre eventos que possam alterar percepções de eleitores nos dias que antecedem a votação.
A reportagem ressalta que, embora Lula não seja alvo de acusações no chamado caso Banco Master, o episódio atinge um ponto sensível para o ex‑presidente, que teve condenações anuladas no passado após ter sido preso por processos que depois foram anulados. O jornal afirma também que Flávio Bolsonaro foi mencionado nas investigações do Banco Master após reportagens que indicaram pedidos de recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse — situação que o senador afirmou não ser ilegal.
Segundo a cobertura, Flávio Bolsonaro tem procurado tirar proveito político do conflito com o STF. Em discurso recente a apoiadores, ele afirmou que “um voto em Lula é um voto em Moraes”, frase que, no relato do jornal, foi usada para vincular o adversário às decisões do tribunal.
Em paralelo, ocorreram movimentações no próprio tribunal: o ministro André Mendonça autorizou nesta segunda‑feira (14 de setembro de 2026) a retirada do sigilo sobre dados de pagamentos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro. A pauta inclui o julgamento, marcado para terça‑feira (15), sobre mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro, segundo o cronograma citado na matéria.
Analistas ouvidos pela reportagem apontam que a crise pode prejudicar especialmente o candidato do campo de centro‑esquerda, em razão da percepção de parte do eleitorado de que Moraes estaria, de alguma forma, alinhado ao governo. Ainda segundo a cobertura, o episódio teria danificado a credibilidade do tribunal, que nos últimos anos vinha sendo apontado internacionalmente como instituição que atuou contra tentativas de ruptura democrática após as eleições de 2022.
A publicação também registra que a controvérsia revigorou setores da direita, que alegam perseguição a conservadores e restrições à liberdade de expressão, e que os confrontos no STF provocaram apelos por reformas no Judiciário, além de discussões sobre os limites institucionais entre magistratura e poder político.
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