Diretor Yeon Sang-ho revela que o clássico de George A. Romero foi a grande inspiração para a ambientação vertical de seu novo filme de terror
O cinema de mortos-vivos ganhou uma nova perspectiva ao longo dos anos, especialmente com produções que dialogam diretamente com clássicos consagrados da cultura pop mundial.
A atmosfera sufocante de produções antigas encontrou eco em projetos recentes, mostrando que o medo do apocalipse zumbi continua fascinando o público nas telonas.
Conforme informação divulgada pelo portal Omelete, a obra Zona Zero traz referências claras e profundas ao icônico cinema de terror estruturado décadas atrás.
A influência marcante de George A. Romero na criação do cenário
Impossível não se lembrar de O Despertar dos Mortos, lançado em 1978 por George A. Romero, quando se assiste à nova produção sul-coreana.
O diretor Yeon Sang-ho, que virou sumidade no gênero após o sucesso de Invasão Zumbi em 2016, apostou novamente em um grande complexo comercial.
Na trama, uma série de personagens fica presa em um edifício repleto de escritórios e lojas enquanto uma infecção letal se espalha rapidamente pelo local.
A escolha estratégica da locação vertical no novo enredo
O cineasta destrinchou a influência de Romero em seu trabalho durante entrevista, destacando a escolha de ambientar a história em uma locação gigantesca.
Segundo o diretor, uma das coisas mais brilhantes nos filmes clássicos foi a forma como o autor deu corpo ao medo latente da sociedade através do zumbi.
O uso do shopping center simbolizou perfeitamente o capitalismo, servindo como ponto de partida fantástico para explorar o comportamento humano sob extrema pressão.
O contraste comportamental entre humanos e infectados
Em Zona Zero, a maior parte da ação se passa no interior de um prédio vertical, dividindo os personagens em dois grupos distintos e bem marcados.
O grupo dos humanos começa em um estado civilizado, mas cai rapidamente para uma forma de barbárie diante do perigo iminente da sobrevivência.
Em contrapartida, o grupo dos zumbis começa extremamente primitivo, mas evolui rapidamente, mostrando uma discrepância visualizada através da verticalidade.
A ficção científica como ferramenta de alegoria social
Questionado sobre o sucesso desses gêneros, o diretor apontou que a ficção científica tem a grande vantagem de retratar o mundo através de alegorias.
Para ele, a força da alegoria está em capturar pontos de vista da sociedade que podem ser citados e reaproveitados mesmo após o passar de muitos anos.
Dessa forma, essas obras funcionam quase como fábulas antigas que persistem, garantindo que o filme chegue aos cinemas brasileiros em 22 de outubro.
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