O colesterol é uma molécula indispensável ao funcionamento do corpo: integra as membranas celulares e participa da síntese de hormônios, da produção de vitamina D e da formação de sais biliares que ajudam na digestão das gorduras.
O problema surge quando uma de suas frações, o LDL — frequentemente chamado de “colesterol ruim” — fica em níveis elevados. Em excesso, o LDL pode se depositar na parede das artérias e contribuir para a formação de placas (aterosclerose). Se essas placas se romperem, podem formar coágulos que bloqueiam o fluxo sanguíneo e provocar infarto ou acidente vascular cerebral (AVC).
Valores de referência indicados para avaliação são: colesterol total inferior a 190 mg/dl; HDL (colesterol “bom”) acima de 40 mg/dl; LDL com metas que variam de acordo com o risco cardiovascular — menor que 130 mg/dl para quem tem risco baixo, abaixo de 100 mg/dl para risco intermediário, menos de 70 mg/dl para risco alto e abaixo de 50 mg/dl para risco cardiovascular muito alto. Para o colesterol não-HDL, as metas citadas são: menor que 160 mg/dl (risco baixo), abaixo de 130 mg/dl (risco intermediário), menos de 100 mg/dl (risco alto) e 80 mg/dl (risco muito alto).
A presença de LDL elevado não determina isoladamente que ocorrerá um evento cardiovascular: a avaliação considera o conjunto de fatores de risco. Idade, histórico familiar, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes, obesidade, acúmulo de gordura visceral e síndrome metabólica influenciam o risco global — quanto maior a combinação desses fatores, maior tende a ser o risco associado ao colesterol elevado.
O tratamento e as metas dependem do risco cardiovascular total. Em pessoas de maior risco, a redução intensa do LDL pode exigir medicação; em outros casos, mudanças no estilo de vida são a estratégia inicial. Alimentação com redução de gorduras saturadas e de alimentos ultraprocessados, atividade física regular — importante também para controle do peso e da gordura abdominal — e a manutenção dessas medidas ao longo da vida fazem parte da abordagem. Como grande parte do colesterol circulante é produzida pelo próprio fígado, a dieta isoladamente nem sempre é suficiente para normalizar os níveis.
Publicado em 25 de setembro de 2026.
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