Ciro Gomes perde governo do Ceará após romper com o PT e ser derrotado por Elmano de Freitas nas urnas cearenses
A disputa pelo comando do estado teve um desfecho marcante neste domingo, quando o cenário político cearense passou por uma grande reviravolta nas urnas.
O cenário político local ganhou enorme repercussão nacional devido ao racha na família Gomes e à intensa movimentação dos partidos aliados na região.
Conforme informação divulgada pelo g1, o pleito revelou novos rumos para o poder estadual e redefiniu as principais forças políticas locais.
A derrota nas urnas cearenses
Ciro Gomes, filiado ao PSDB, não conseguiu se eleger governador no Ceará após travar uma disputa dura contra Elmano de Freitas, candidato do PT.
A derrota do tucano ocorreu neste domingo, com o petista somando 52,88% dos votos válidos, contra 46,52% do candidato do PSDB, com 97% das urnas apuradas.
Com essa diferença de cerca de 5 pontos percentuais, Ciro viu frustrada a sua tentativa de retornar ao comando do estado cearense como oposição ao PT.
O racha familiar e político
A eleição também ocorreu em meio ao rompimento político entre Ciro Gomes e seu irmão, o senador Cid Gomes, que atualmente está no PSB.
Cid apoiou Elmano de Freitas e integra o grupo político que tem o governador como candidato à reeleiçãono estado do Ceará.
O conflito entre os irmãos se aprofundou a partir da disputa interna sobre a candidatura ao governo do estado em 2022.
Retorno ao PSDB e novas alianças
Após passar anos no PDT, partido pelo qual disputou a presidência em 2018 e 2022 sem avançar para o segundo turno, Ciro retornou para o PSDB.
Vale lembrar que foi justamente pelo PSDB que Ciro Gomes foi eleito governador do Ceará pela primeira vez, no distante ano de 1990.
Para tentar o retorno ao cargo, ele teve como candidato a vice-governador o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio, filiado ao União Brasil.
A composição da chapa tucana
A chapa encabeçada por Ciro Gomes reuniu uma coalizão robusta de partidos para enfrentar o grupo político governista no estado.
A aliança contou com a participação oficial de PSDB, PL, União Brasil, PP, DC e Avante na disputa pelo Palácio da Iracema.
Apesar da forte articulação partidária, a chapa não obteve sucesso, enquanto Cid Gomes foi reeleito senador pelo estado no mesmo domingo.
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