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Economia

Chefe da Stellantis admite erro histórico das montadoras ocidentais diante da disparada avassaladora da indústria automotiva chinesa e cobra novas regras no Brasil

Presidente da Stellantis na América do Sul reconhece que montadoras tradicionais erraram na velocidade da eletrificação e perderam terreno para marcas da China A indústria automotiva global vive…

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  • Presidente da Stellantis na América do Sul reconhece que montadoras tradicionais erraram na velocidade da eletrificação e perderam terreno para marcas da…
  • Ninguém conseguia prever com exatidão a velocidade dessa reviravolta no mercado.
  • As marcas tradicionais acabaram perdendo espaço valioso por causa de projeções equivocadas e problemas operacionais enfrentados durante o período recente.

Presidente da Stellantis na América do Sul reconhece que montadoras tradicionais erraram na velocidade da eletrificação e perderam terreno para marcas da China

A indústria automotiva global vive um momento de profunda transformação, marcado principalmente pelo avanço surpreendente dos carros elétricos e híbridos vindos da Ásia. Ninguém conseguia prever com exatidão a velocidade dessa reviravolta no mercado.

As marcas tradicionais acabaram perdendo espaço valioso por causa de projeções equivocadas e problemas operacionais enfrentados durante o período recente. Conforme informação divulgada pelo g1, o cenário atual exige mudanças urgentes de estratégia.

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Abaixo, entenda os principais fatores apontados pela liderança do setor para explicar esse fenômeno e quais são os impactos diretos no mercado brasileiro de veículos.

O erro de avaliação das montadoras ocidentais

Segundo Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul, a indústria automotiva ocidental errou na leitura do mercado sobre a velocidade de avanço tecnológico. A palavra correta é erro, conforme destacou o executivo em entrevista.

Ele explicou que todos sabiam que o caminho seria eletrificado, mas as projeções falharam no ritmo dessa transição. Com isso, os fabricantes chineses ganharam protagonismo global no desenvolvimento e na venda desses automóveis modernos.

Aceleração impressionante das marcas da China

A participação das marcas chinesas no Brasil saltou de 9% no ano passado para 17% neste ano, chegando a superar 25% em um único mês recente. Essa aceleração surpreendeu completamente os concorrentes tradicionais instalados no país.

Durante a pandemia, as montadoras priorizaram gargalos logísticos, deixando a pesquisa em segundo plano. Enquanto isso, os chineses internalizaram etapas produtivas e mostraram maior competitividade por meio da verticalização.

Falta de previsibilidade e o impacto no Brasil

O executivo também criticou a falta de regras claras e de incentivos para a cadeia de produção nacional. O uso de insumos importados mais baratos, como o aço chinês, pressiona as marcas que produzem localmente.

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Nos oito primeiros meses do ano, o Brasil importou mais de 406 mil veículos, sendo que mais da metade veio da China. O modelo de montagem parcial atrai concorrentes estrangeiros, exigindo debates urgentes sobre o futuro industrial do país.

Estratégias para neutralizar as vantagens da concorrência

Para enfrentar esse desafio, a Stellantis aposta em uma redução de custos inteligente, que melhora a eficiência sem tirar o valor entregue ao consumidor. O objetivo principal é neutralizar as vantagens dos concorrentes.

A empresa busca acelerar o lançamento de soluções eletrificadas e híbridas para suprir lacunas em seu portfólio, adaptando-se rapidamente às novas necessidades dos motoristas brasileiros.

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