A família do ator Chadwick Boseman afirmou ter dúvidas sobre os níveis de opioide no corpo do artista após sua morte, e pediu formalmente acesso a registros médicos, dados de aparelhos eletrônicos e documentos bancários, segundo cartas apresentadas por representantes legais das partes.
Em uma correspondência datada de 16 de novembro de 2020, os advogados dos pais e dos irmãos de Boseman solicitaram que a defesa da esposa autorizasse a liberação dos prontuários médicos e providenciasse a preservação de informações contidas em telefones, computadores, tablets e outros dispositivos. A defesa de Taylor Simone Ledward respondeu em dezembro de 2020 contestando o teor da abordagem.
Em nova carta encaminhada em 23 de agosto de 2021, os irmãos do ator disseram ter questionamentos sobre as circunstâncias da morte e referiram‑se a uma autópsia concluída em 1º de setembro de 2020. No documento, os parentes apontaram que o laudo toxicológico teria identificado 0,12 mg/L de hidromorfona — um opioide — e afirmaram que esse valor seria “quatro vezes superior ao maior nível terapêutico” e estaria na faixa considerada tóxica.
Meses mais tarde, em julho de 2026, os irmãos Kevin e Derrick Boseman peticionaram à corte de Los Angeles para remover a viúva da função de administradora do espólio, alegando má gestão e falta de distribuição de ativos que deveriam beneficiar os pais do ator. O processo aponta disputas sobre renda residual, direitos de imagem e outros ativos do ator.
Contexto: Chadwick Boseman faleceu em 28 de agosto de 2020, aos 43 anos, em decorrência de complicações relacionadas a um câncer de cólon. O ator e a cantora Taylor Simone Ledward haviam se casado privadamente nos meses anteriores ao seu falecimento.
Hidromorfona é um analgésico opioide utilizado no tratamento da dor intensa, frequentemente empregado em contextos de manejo de dor oncológica. A interpretação de concentrações toxicológicas envolve variáveis como tolerância prévia, via de administração e intervalos de dosagem, e costuma ser feita por especialistas forenses e médicos legistas.
O impasse entre familiares e a administradora do espólio segue em tramitação judicial, com pedidos concorrentes por prestação de contas e por controle sobre a administração dos bens do ator. As partes já têm histórico de trocas formais de cartas e de ações apresentadas em tribunal desde 2020.
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