Trabalhadores da Ceagesp afetados por incêndio histórico vão ocupar tendas provisórias em outubro para retomar as vendas
Os comerciantes e trabalhadores que atuavam no pavilhão MFE-A da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, conhecido como Ceagesp, enfrentam grandes desafios desde que o local foi destruído por um incêndio de grandes proporções.
O fogo que consumiu o espaço ocorreu entre a noite do dia 5 e a madrugada do dia 6 de setembro, deixando centenas de trabalhadores em situação difícil e com prejuízos expressivos no faturamento diário das empresas locais.
Conforme informação divulgada pela administração da Ceagesp, a nova estrutura provisória será inaugurada no dia 16 de outubro, trazendo um alívio importante para os comerciantes que perderam seus pontos tradicionais de atendimento no complexo.
Nova estrutura temporária e os impactos nas vendas
O espaço temporário será montado com duas grandes tendas galpão, ficando localizado a apenas uma quadra de distância da estrutura original que foi totalmente destruída pelas chamas recentes.
A nova área terá aproximadamente 4,8 mil metros quadrados, sendo um pouco menor do que os 6 mil metros quadrados do pavilhão original, mas ainda assim garantindo um local centralizado para o atendimento dos 124 comerciantes afetados.
Atualmente, esses profissionais realizam os atendimentos ao redor do pavilhão destruído, utilizando tendas com lona que geram condições insalubres devido à exposição constante ao calor intenso e às fortes chuvas.
Essa disposição improvisada atual também dificulta a circulação dos caminhões de carga e prejudica a exposição de mercadorias nas lojas dos pavilhões vizinhos, complicando ainda mais a rotina diária do entreposto.
Segundo informações da comissão de comerciantes, o impacto financeiro negativo provocado pelo incidente chega a aproximadamente 50% de queda nas vendas, o que torna a nova estrutura ainda mais urgente.
Desafios logísticos e isenção de taxas
Para amenizar os prejuízos financeiros, a administração definiu que os comerciantes atingidos só deverão voltar a pagar as taxas habituais quando o novo pavilhão definitivo for totalmente entregue à comunidade local.
O maior desafio enfrentado no dia a dia tem sido a complexa logística de abastecimento, já que o projeto original dos pavilhões é de décadas atrás e utilizava caminhões bem menores do que os padrões atuais.
Como a área dos galpões provisórios era utilizada anteriormente para estacionamento e transbordo, essas atividades essenciais passaram a ser feitas em bolsões distantes, aumentando a distância até os escritórios e locais de entrega.
Apesar da área menor, a expectativa geral é conseguir reorganizar adequadamente os boxes, contando com a instalação de contêineres refrigerados e mais banheiros para atender melhor o público e os trabalhadores.
Projetos futuros e demolição do antigo pavilhão
A permanência dos comissionados na estrutura provisória está prevista para durar até setembro de 2027, prazo estimado para a conclusão das obras e a entrega oficial do novo pavilhão definitivo e moderno.
Segundo explicou o Diretor Técnico Operacional da Ceagesp, Luiz Silveira Rangel, a ideia é construir uma estrutura muito mais moderna, com pé direito bem mais alto, mezanino e plataformas elevadas.
Essa elevação da área de comércio servirá especificamente para evitar novos riscos de perdas em futuras inundações, sendo o projeto previamente discutido com os próprios comerciantes que conhecem a rotina diária.
Enquanto isso, a demolição da antiga estrutura começou na semana passada, tendo um prazo estimado de 60 dias para a completa retirada de todos os entulhos e a desmontagem das peças metálicas retorcidas pelo fogo.
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