Casal nos EUA processa clínica de fertilização após DNA indicar que marido não é pai biológico
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Casal nos EUA processa clínica de fertilização após DNA indicar que marido não é pai biológico

Teste genético revelou que outro homem é o progenitor; ação judicial aponta suposto erro na manipulação de material genético em clínica de reprodução assistida

Redação Portal Web Dicas • • 2 min de leitura • Mundo

Um casal nos Estados Unidos entrou com uma ação contra uma clínica de fertilização depois que um exame de DNA mostrou que o marido não é o pai biológico da filha do casal. Segundo a petição, o teste apontou material genético de um terceiro homem, o que motivou a acusação de erro ou troca de amostras durante o procedimento de reprodução assistida.

O caso envolve procedimentos realizados em laboratório de reprodução assistida, onde o casal buscou tratamento para engravidar por métodos assistidos. Após o nascimento da criança, os pais solicitaram o exame genético que detectou a discrepância entre a paternidade alegada e o material genético analisado.

Na ação judicial, os autores afirmam que houve falha na cadeia de custódia ou na identificação do material biológico, e buscam reparação pelos danos causados. Processos desse tipo costumam alegar negligência, violação de contrato e danos emocionais, entre outras possíveis bases legais, dependendo das provas apresentadas.

Especialistas em reprodução assistida destacam que, embora casos de erro no uso de gametas sejam raros, eles geram debates sobre protocolos laboratoriais, rotulagem, monitoramento e auditoria interna em clínicas. A ocorrência também levanta questões sobre a necessidade de transparência nos procedimentos e de mecanismos que reduzam o risco de troca de amostras.

Para pacientes que passam por fertilização in vitro ou outros tratamentos com gametas, medidas preventivas recomendadas incluem confirmar os protocolos de identificação do material, solicitar informações sobre a cadeia de custódia e considerar a realização de testes genéticos quando houver dúvidas. Em casos de suspeita, o caminho comum é buscar orientação legal e pedir investigação técnica e judicial.

O processo segue na Justiça dos Estados Unidos, onde o casal busca responsabilização da clínica. A decisão final dependerá da avaliação das provas documentais e periciais apresentadas pelas partes.

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