Balança comercial registra superávit de US$ 7,7 bilhões em setembro com alta expressiva nas exportações e novos recordes
A economia brasileira registrou um desempenho expressivo no comércio exterior durante o mês passado, conforme os dados oficiais divulgados pelo governo federal.
O resultado reforça a força do setor exportador nacional, mesmo diante de ajustes pontuais no mercado internacional e de novas tarifas comerciais anunciadas por parceiros estratégicos.
Essa dinâmica foi detalhada em um relatório oficial divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, conforme informação divulgada pelo g1, trazendo projeções e análises completas.
Crescimento expressivo nas exportações e saldo positivo
A balança comercial registrou um superávit de US$ 7,7 bilhões em setembro, o que representa um salto impressionante de 146,4% em comparação com o mesmo período do ano passado.
As exportações totalizaram US$ 34,4 bilhões, registrando uma alta de 12,9%, enquanto as importações somaram US$ 26,7 bilhões, apresentando uma leve queda de 2,4% no período avaliado.
Entre os principais produtos exportados pelo país, destacaram-se os óleos brutos de petróleo, a soja, o café não torrado e diversos tipos de cereais, impulsionando a receita nacional.
Desempenho dos principais mercados parceiros
Nas relações com os parceiros internacionais, a União Europeia apresentou um crescimento notável de 46,4%, alcançando US$ 5,8 bilhões em compras de produtos brasileiros.
Por outro lado, as exportações para a China recuaram 7,6%, totalizando US$ 7,89 bilhões, uma retração influenciada diretamente pela queda acentuada nas vendas de carne bovina.
Segundo o governo chinês, a aplicação de tarifas adicionais busca proteger produtores locais, estabelecendo cotas específicas que já foram atingidas pelo volume exportado pelo Brasil.
Acumulado do ano e novas projeções oficiais
No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, a balança comercial alcançou um superávit acumulado de US$ 62,4 bilhões, consolidando um patamar bastante elevado para o comércio exterior.
Apesar do resultado robusto, o ministério revisou a projeção para o saldo total de 2026, estimando agora um superávit de US$ 84,4 bilhões, abaixo da estimativa anterior.
Segundo o diretor Herlon Alves Brandão, a revisão ocorreu porque quando fizemos essa projeção do meio do ano, tínhamos preços crescendo, embora o mercado tenha perdido força posteriormente.
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