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Afinal, a renda fixa pode dar prejuízo? Especialista da XP explica os riscos reais que os investidores precisam conhecer urgentemente antes de aplicar o dinheiro

Descubra agora por que a renda fixa pode registrar perdas e como funcionam os riscos reais por trás dos títulos públicos e privados no mercado financeiro atual Muitos…

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  • Descubra agora por que a renda fixa pode registrar perdas e como funcionam os riscos reais por trás dos títulos públicos e…
  • No entanto, a realidade do mercado mostra que os papéis podem registrar perdas em momentos específicos.
  • Conforme informação divulgada no evento Conexao Investidor 2026, promovido pela Faz Capital e realizado em São Paulo, o tema gerou debates importantes…
Afinal, a renda fixa pode dar prejuízo? Especialista da XP explica os riscos reais que os investidores precisam conhecer urgentemente antes de aplicar o dinheiro

Descubra agora por que a renda fixa pode registrar perdas e como funcionam os riscos reais por trás dos títulos públicos e privados no mercado financeiro atual

Muitos investidores acreditam que aplicar dinheiro em produtos conservadores é sinônimo de ganho garantido em qualquer circunstância. No entanto, a realidade do mercado mostra que os papéis podem registrar perdas em momentos específicos. Conforme informação divulgada no evento Conexao Investidor 2026, promovido pela Faz Capital e realizado em São Paulo, o tema gerou debates importantes entre especialistas do setor financeiro.

Durante a programação, profissionais discutiram se a modalidade é realmente previsível e quais são os perigos ocultos que podem surpreender o público iniciante. A discussão detalhou o funcionamento da renda fixa no dia a dia, mostrando que existem nuances técnicas que vão muito além da simples contratação de uma taxa de juros no momento da aplicação inicial.

Acompanhe a seguir os principais pontos abordados pelos especialistas da XP, compreenda o impacto da marcação a mercado nos seus investimentos e saiba como proteger o seu patrimônio sem cair em armadilhas comuns do mercado financeiro atual.

O que realmente é fixo na modalidade

Segundo Mayara Rodrigues, analista de Credit Research de renda fixa da XP, uma das maiores confusões do público está na diferença entre a remuneração contratada e o valor de negociação do papel. Conforme explicou a especialista no evento, o que foi fixado no momento da compra é apenas a taxa de retorno pactuada, e não o preço do título no mercado secundário.

Essa oscilação diária, amplamente conhecida como marcação a mercado, pode gerar ganhos ou perdas caso o investidor decida vender o ativo antes do prazo de vencimento. Contudo, a queda temporária no preço não representa um prejuízo definitivo para quem mantém a aplicação até o final, desde que o emissor honre os compromissos assumidos.

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Riscos de crédito e de liquidez

Além da volatilidade nos preços, a analista destacou a importância de observar o risco de crédito, que envolve a possibilidade de o emissor não pagar o que deve. Esse perigo está presente em debêntures emitidas por empresas, que não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos, exigindo maior cautela na hora da escolha.

Outro fator determinante é a liquidez, que define a facilidade de negociar o investimento de forma antecipada. Dependendo do cenário econômico e das regras do papel, uma venda antes do vencimento pode resultar em um valor inferior ao esperado pelo investidor, reforçando a necessidade de planejamento financeiro.

Cenário atrativo com juros altos

Mesmo com a perspectiva de queda na taxa Selic ao longo dos próximos anos, a especialista avalia que a renda fixa continuará oferecendo excelentes oportunidades. A XP projeta uma Selic de 11,5% ao final de 2027, um patamar considerado ainda bastante elevado para quem busca rentabilidade com segurança moderada.

Para investidores conservadores, a recomendação em alguns casos pode chegar a uma alocação de 90% ou até 100% nessa classe de ativos. A recomendação principal é sempre diversificar os recursos entre diferentes indexadores e prazos variados de vencimento para mitigar riscos desnecessários.

Comparativo com a caderneta de poupança

A programação também abriu espaço para comparar o rendimento dos produtos tradicionais com a caderneta de poupança. Segundo os dados apresentados no painel, uma aplicação de dez mil reais na poupança poderia render cerca de 350 reais a menos no primeiro ano do que alternativas como o Tesouro Selic ou um CDB que pague 100% do CDI, já descontando o Imposto de Renda.

Essa simulação reforça que deixar o dinheiro na poupança pode representar uma perda de rentabilidade considerável para o patrimônio, tornando a renda fixa moderna uma escolha muito mais eficiente para quem deseja proteger o dinheiro contra a inflação e obter ganhos reais.

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