Atlético-MG lidera o ranking de dívidas dos clubes do futebol brasileiro com valores bilionários acumulados, segundo dados oficiais divulgados recentemente
O futebol brasileiro vive um momento de intensa discussão sobre a saúde financeira das suas principais equipes, com números impressionantes que chamam a atenção dos torcedores e especialistas em gestão esportiva.
As obrigações financeiras dos clubes exigem um acompanhamento rigoroso por parte das autoridades esportivas, visando garantir a sustentabilidade e a competitividade justa dentro dos gramados nacionais ao longo das temporadas.
Conforme informação divulgada pela Anresf, agência responsável pela fiscalização do fair play financeiro da Confederação Brasileira de Futebol, o cenário econômico dos times foi detalhado em um painel abrangente.
O topo do ranking de endividamento no futebol
O Atlético-MG tem a maior dívida entre os 40 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, alcançando a marca expressiva de R$ 2,21 bilhões em obrigações contabilizadas.
O Corinthians aparece em seguida, com R$ 2,08 bilhões, ficando à frente de outras equipes de grande expressão no cenário nacional e continental.
O Botafogo registra R$ 1,78 bilhão em débitos, enquanto o Cruzeiro soma R$ 1,28 bilhão, completando o grupo dos maiores montantes do levantamento oficial.
Metodologia e os impactos na primeira divisão
Os números integram o Painel de Solvência da agência de fiscalização, considerando os balanços encerrados em 31 de dezembro de 2025 para compor o cenário econômico atual.
As equipes da primeira divisão concentram R$ 17,34 bilhões em dívidas, enquanto as equipes da Série B somam um total de R$ 2,65 bilhões em obrigações financeiras.
A agência revisou o critério depois da divulgação inicial do painel, excluindo receitas recebidas antecipadamente para ajustar o retrato financeiro real dos clubes.
Ajustes de critérios e obrigações futuras
A exclusão de receitas antecipadas reduziu o total contabilizado de R$ 25 bilhões para R$ 19,99 bilhões, alterando também a classificação geral das equipes.
Pela metodologia atual, entram na conta obrigações de curto e longo prazo, inclusive valores que ainda não venceram, oferecendo uma visão ampla da solvência.
O painel também acompanha salários, transferências e impostos vencidos, monitorando de perto a regularidade fiscal e trabalhista das instituições esportivas.
Atrasos, prazos e risco de punições
Na Série A, Bahia, Chapecoense, Flamengo, Mirassol, Palmeiras e Red Bull Bragantino foram os únicos a declarar ausência de pagamentos atrasados em junho de 2026.
Atlético-MG, Grêmio, Internacional e São Paulo receberam prazo de 45 dias para regularizar determinadas dívidas com outros clubes, sob risco de sofrer punições esportivas.
A medida preventiva busca evitar o chamado transfer ban, que impede o registro de novos jogadores, garantindo o cumprimento dos compromissos assumidos no mercado.
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