O governo dos Estados Unidos estabeleceu uma nova janela de tempo para definir o rumo da política externa e comercial em relação ao Kremlin.
A gestão do presidente Donald Trump pretende usar as próximas semanas para calcular detalhadamente os reflexos dessas medidas no cenário internacional.
A iniciativa envolve a suspensão temporária de punições financeiras, conforme informações divulgadas pela imprensa e pelo portal g1 neste fim de semana.
Prazo para reavaliação de sanções
O presidente norte-americano, Donald Trump, terá até 60 dias para avaliar os impactos econômicos da suspensão de sanções à Rússia.
A confirmação veio por meio do secretário de Estado, Marco Rubio, momentos antes de embarcar em viagem diplomática rumo ao Uzbequistão.
Rubio explicou que a ideia é analisar o custo real das restrições para as famílias e para o sistema financeiro dos Estados Unidos.
“Acho que o presidente quer usar esse período de 60 dias para analisar o que a aplicação de sanções e tarifas significaria para a economia global e até mesmo para a economia dos EUA”, disse Rubio.
Ordem executiva e reação ucraniana
A medida suspende temporariamente regras aprovadas na Lei Graham, que previam taxas severas sobre itens russos e punições a compradores de gás e petróleo.
Por outro lado, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou abertamente a decisão e alertou que a iniciativa fortalece Vladimir Putin no campo de batalha.
Ao comentar a medida em seu clube Mar-a-Lago, na Flórida, Trump declarou aos jornalistas que a decisão definitiva sobre o tema será divulgada em breve.
Envio de diesel e controle de preços
Para além das sanções, a Casa Branca defendeu um acordo para garantir a oferta de diesel refinado russo e conter a disparada de combustíveis.
O cronograma preliminar estipula que a Rússia enviará inicialmente mais de 300 mil toneladas métricas de combustível aos consumidores dos Estados Unidos.
De acordo com o secretário de Energia, Chris Wright, a liberação de novos lotes de diesel depende diretamente da redução das hostilidades contra a Ucrânia.
A diplomacia americana reforçou que a articulação busca proteger o bolso do cidadão e, ao mesmo tempo, destravar negociações de paz no Leste Europeu.
Mais sobre este assunto
Crise na Venezuela: Oposição venezuelana reafirma liderança de María Corina Machado e lança plano com 14 metas para a redemocratização do país
Protestos violentos avançam na Itália e na Albânia com confronto policial nas ruas, vitrines quebradas e forte pressão política
Macron condena violência desenfreada em protestos na França após onda de saques, prédios incendiados e quase 2 mil prisões no país
Exército britânico alerta que o governo vai preparar a população e os cidadãos para tempos de guerra e aceitar sacrifícios pela defesa
