Ibovespa fecha negativo pressionado por dados de inflação e incerteza eleitoral enquanto o dólar avança para R$ 5,02
O mercado financeiro brasileiro enfrentou um dia de forte volatilidade e encerrou a sessão com o Ibovespa em baixa e a moeda norte-americana em alta. A cautela tomou conta dos negócios diante de um ambiente externo desafiador e da proximidade do segundo turno das eleições presidenciais no país.
As negociações refletiram o nervosismo dos investidores com o cenário internacional após a divulgação de indicadores de preços nos Estados Unidos. O comportamento dos ativos domésticos demonstrou a sensibilidade do mercado às notícias econômicas e políticas recentes.
A cobertura completa dos acontecimentos do dia foi detalhadamente acompanhada e reportada pelo portal InfoMoney, conforme informação divulgada pelo InfoMoney.
Reação dos mercados e a inflação americana
A principal pressão externa veio da divulgação do índice de preços ao consumidor nos Estados Unidos, o famoso CPI, que veio acima das expectativas do mercado. Analistas apontam que o resultado aumenta o risco de novas elevações na taxa de juros pelo Federal Reserve.
Segundo declaração de Philip Blancato, estrategista-chefe de mercado da Osaic, o indicador coloca o Federal Reserve em grande risco em dezembro, gerando apreensão generalizada nas bolsas globais e derrubando os principais índices de Nova York.
Desempenho do Ibovespa e o setor de petróleo
O principal índice da bolsa brasileira conseguiu se recuperar parcialmente ao longo do dia, mas fechou com baixa curta de 0,18 por cento, aos 206.505,98 pontos. A queda foi limitada principalmente pelo avanço das ações da Petrobras.
A estatal foi beneficiada pela nova alta nos preços internacionais do petróleo e por dados preliminares indicando aumento na produção, com o estrategista Enrico Cozzolino explicando que a bolsa subiu quase 9 por cento em uma semana com o rali eleitoral e chegou ao recorde, logo qualquer notícia ruim vira motivo para embolsar lucro.
Câmbio e expectativas para a economia
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou o dia com valorização de 0,17 por cento, sendo cotado a R$ 5,028 para venda. A alta acompanhou o fortalecimento global da moeda norte-americana frente a outras divisas importantes.
A agenda doméstica também contou com a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços pelo IBGE, mostrando uma retração de 0,1 por cento em agosto, o que reforçou a percepção de desaceleração da atividade econômica e manteve os investidores em compasso de espera pelas próximas pesquisas eleitorais.
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