Governo de Donald Trump dá início ao envio de tropas para três países latinos com objetivo de combater cartéis de drogas
O governo dos Estados Unidos deu início ao envio de centenas de soldados do Exército para a América Latina. O plano faz parte de uma nova expansão militar.
As tropas participarão de manobras táticas e treinamentos em pontos estratégicos. O foco principal anunciado é apertar o cerco contra organizações do narcotráfico.
A movimentação foi revelada sob reserva por oficiais das Forças Armadas, conforme informações divulgadas pelo jornal The New York Times e repercutidas pelo g1.
Destino das tropas e cooperação militar
A operação inicial envolve cerca de 600 soldados americanos. Os primeiros integrantes do grupo já desembarcaram para treinamentos específicos no Panamá.
Depois dessa primeira fase, parte do contingente seguirá rumo à Colômbia para participar de exercícios previstos para começarem ainda neste mês de outubro.
Outro pelotão será enviado para Honduras. Além das instruções de campo, os militares poderão apoiar equipes de operações especiais dos EUA que atuam no local.
Embora os deslocamentos tenham caráter temporário neste primeiro instante, autoridades apontam que a presença americana na região pode acabar se tornando permanente.
Drones e expansão da ofensiva bélica
A estratégia do governo de Donald Trump vai além das tropas terrestres. O Pentágono também transferiu drones modernos MQ-9 Reaper da África para a Colômbia e o Equador.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, criou um setor inédito para coordenar missões militares voltadas especificamente contra o crime organizado internacional.
As novas diretrizes também cogitam ampliar os bombardeios. A ideia em análise prevê atingir alvos em terra firme, e não somente barcos interceptados no mar.
Histórico de ataques e alertas de especialistas
Relatórios apontam que o Comando Sul dos EUA realizou 71 ataques contra embarcações no Caribe e no Pacífico Oriental em cerca de um ano, gerando 239 mortes.
Autoridades americanas afirmaram que os alvejados tinham ligação direta com o narcotráfico, contudo, não apresentaram provas públicas para sustentar essas acusações.
Especialistas ouvidos pelo jornal alertam que neutralizar operadores do crime tem impacto quase nulo no fluxo de drogas e temem riscos graves à população civil.
O Pentágono não comentou detalhadamente as novas ordens de envio, mas reforçou que mantém compromisso firme de cooperação com parceiros aliados contra ameaças comuns.
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