Descubra o que pensam os especialistas sobre a possibilidade real de uma virada histórica de Lula contra Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência da República
A corrida eleitoral para a Presidência da República entrou em uma fase decisiva e cheia de expectativas, especialmente após os resultados das urnas no primeiro turno. O cenário atual mostra desafios gigantescos para a campanha petista e uma posição mais confortável para a oposição.
Analistas políticos acompanham de perto cada movimento dos candidatos, avaliando se a vantagem construída até aqui pode ser desbancada nas próximas semanas. A busca por novos eleitores e a redução da abstenção tornaram-se os temas centrais do debate político nacional.
As análises sobre a virada de Lula sobre Flávio ganham força com dados divulgados pelo jornal Estadão, que ouviu os principais institutos de pesquisa do país para entender os rumos da votação.
O favoritismo de Flávio Bolsonaro e o desafio histórico
O senador Flávio Bolsonaro chega ao segundo turno em um cenário eleitoral mais favorável e é apontado como franco favorito para vencer a Presidência da República, segundo especialistas em opinião pública.
Para tentar reverter o resultado, o presidente Lula terá de recuperar os votos que perdeu em relação a 2022, mobilizar parte dos mais de 33 milhões de eleitores que não foram às urnas e conquistar apoiadores dos candidatos derrotados, dizem os analistas.
O histórico de eleições mostra que uma eventual virada de Lula no próximo dia 25 de outubro seria inédita, pois, desde 1989, sempre o candidato que terminou o primeiro turno na liderança também venceu a segunda rodada e foi eleito presidente.
A estratégia da abstenção e a mobilização de eleitores
Luciana Chong, diretora do Datafolha, considera que reverter o resultado será um grande desafio para Lula. Ela diz que a campanha petista terá de concentrar esforços na mobilização de eleitores que não compareceram às urnas no domingo.
Maurício Moura, economista e fundador do instituto de pesquisa Ideia, também enxerga a mobilização de eleitores que não foram às urnas como a única tábua de salvação do PT para tentar reeleger Lula, citando eleições passadas como referência.
Para Murilo Hidalgo, diretor do Paraná Pesquisas, diminuir a abstenção não será suficiente para Lula vencer. O presidente precisará conquistar votos de Flávio Bolsonaro, embora admita que a tarefa seja extremamente complexa.
A perda de votos e o perfil do eleitorado
Felipe Nunes, diretor da Quaest, concorda que a redução da abstenção, sozinha, não seria suficiente para Lula buscar uma virada. Ele entende que o maior desafio do petista é reconquistar os 3,4 milhões de votos que perdeu em relação a 2022.
Esse público é formado essencialmente por liberais sociais e empreendedores individuais que esperavam propostas reformistas, mas acabaram se frustrando com as escolhas políticas feitas durante a atual gestão federal.
Do outro lado, Flávio Bolsonaro precisa atrair os eleitores que votaram em outros nomes no primeiro turno, assumindo compromissos democráticos, moderados e sem qualquer movimento que possa ser interpretado como radical.
Uma visão de irreversibilidade segundo a aritmética política
O cientista político Alberto Carlos Almeida faz uma avaliação mais categórica sobre o resultado da eleição e diz não ver caminho para Lula virar a disputa, classificando a situação como um dado estritamente aritmético.
Ele argumenta que os demais candidatos somaram cerca de 8 por cento dos votos e que Flávio deve alcançar a marca de 52 por cento dos válidos, enquanto Lula ficaria no teto de 48 por cento, tornando o quadro irreversível nas urnas.
Por fim, o especialista destaca que o resultado expressa uma alternância de poder com o crescimento expressivo de um partido competitivo, e não necessariamente uma onda exclusiva da direita no cenário nacional.
Mais sobre este assunto
Família de motociclista atingido por PM em Belo Horizonte cria vakinha online para pagar custos médicos
Linha de tempestades avança com vendavais acima de 100 km/h e preocupa autoridades meteorológicas no Rio Grande do Sul
Investigações revelam que dezenas de parlamentares eleitos enfrentam acusações graves de corrupção, desvios e fraudes no Brasil
Tragédia em Belo Horizonte: Homem morre carbonizado após forte explosão de gás e incêndio destruir casa no bairro João Pinheiro
