ANP realiza leilões de petróleo e gás nesta quarta-feira com expectativa de bilhões em bônus mínimos para o governo federal
A indústria energética brasileira vive um momento de grande movimentação com a realização de novos leilões promovidos pelo governo federal.
As disputas envolvem centenas de áreas espalhadas pelo país e atraem o interesse das maiores empresas do setor do mundo.
Conforme informação divulgada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, os leilões de petróleo e gás ocorrem nesta quarta-feira e prometem movimentar a economia.
Partilha e blocos no pré-sal brasileiro
O primeiro evento do dia corresponde ao quarto ciclo da oferta permanente de partilha da produção, com foco em áreas estratégicas.
Serão ofertados treze blocos no pré-sal, localizados nas bacias de Campos e de Santos, em regiões de grande potencial produtivo.
No regime de partilha, a Petrobras e outras petroleiras habilitadas disputam quem oferece a maior parcela do petróleo e do gás para a União.
Os bônus fixos somam R$ 1,235 bilhão, sendo que a Bacia de Santos responde por cerca de R$ 995,5 milhões desse montante total.
Concessão e blocos exploratórios em nove bacias
A partir das quatorze horas, o foco muda para o sexto ciclo da oferta permanente de concessão de áreas exploratórias no país.
Neste modelo, a empresa vencedora assume os riscos da atividade e paga participações governamentais caso encontre reservas comercializáveis.
Serão oferecidos trezentos e oito blocos distribuídos em vinte e dois setores de nove bacias sedimentares de diferentes regiões.
Os bônus mínimos previstos para esta modalidade somam R$ 950,64 milhões, após ajustes recentes realizados pela agência reguladora.
Áreas marginais e empresas habilitadas
O certame também inclui cinco áreas com acumulações marginais, que são locais com produção reduzida ou menor atratividade econômica.
Essas áreas somam R$ 399 mil em bônus mínimos, complementando a oferta total organizada pela autarquia federal para o setor.
Dezenas de empresas estão habilitadas para participar das disputas, incluindo gigantes como Petrobras, Shell, TotalEnergies e Chevron.
A arrecadação final dependerá diretamente de quantas áreas receberão propostas e serão efetivamente arrematadas pelos concorrentes.
