Descubra como a criação especializada de codornas para corte em Santa Catarina conquistou o exigente mercado internacional e os Emirados Árabes.
O consumo de ovos de codorna é bastante popular em saladas, petiscos e conservas em todo o Brasil. No entanto, uma propriedade localizada no oeste de Santa Catarina decidiu investir em um segmento diferente, apostando forte na produção de carne.
Nessa granja situada na cidade de Coronel Freitas, a rotina envolve o manejo rigoroso de milhares de aves diariamente. O foco principal do negócio é atender tanto o exigente mercado brasileiro quanto o comércio exterior com animais de alto padrão.
Conforme informação divulgada pelo g1, a propriedade abate de 15 mil a 16 mil codornas por dia, exportando metade dessa produção. A seguir, você vai entender todos os detalhes sobre essa cadeia produtiva que movimenta a economia da região catarinense.
Rigidez na higiene e no matrizeiro para garantir ovos férteis
O processo produtivo começa muito antes da engorda, exigindo cuidados extremos com a biossegurança dentro da propriedade rural. Funcionários e visitantes precisam tomar banho e trocar de roupa antes de acessar o local, enquanto os veículos passam por rigorosa desinfecção.
Nessa etapa inicial, conhecida como matrizeiro, machos e fêmeas ficam juntos para gerar ovos que serão incubados. Cada gaiola abriga 40 aves, sendo 31 fêmeas e nove machos, garantindo uma taxa de cerca de 90% de ovos viáveis para a reprodução.
Alimentação balanceada e controle térmico na fase de engorda
Para a produção de carne, a granja utiliza codornas europeias, conhecidas pelo rápido crescimento e excelente desenvolvimento corporal. A alimentação é dividida em quatro fases distintas, ajustando a quantidade de proteínas e carboidratos conforme o avanço da idade das aves.
O ambiente também recebe atenção especial com o controle da temperatura, que diminui gradualmente à medida que as codornas ganham plumagem. Na fase de engorda, as luzes permanecem acesas 24 horas por dia para estimular o consumo contínuo de ração e água.
Exportação para o Japão e preferência do mercado externo
Na hora do abate, o principal critério utilizado pelo frigorífico é o peso exato de cada ave, variando entre 100, 150 e 200 gramas. Os mercados externos, especialmente o Japão e os Emirados Árabes, demonstram preferência pelas codornas menores de 100 e 150 gramas.
Enquanto a metade da produção é enviada para o exterior, o restante abastece estados brasileiros das regiões Sul e Nordeste, além do Distrito Federal. O quilo da carne é comercializado pela propriedade pelo valor médio de R$ 50 para todos os compradores.
A carne de codorna na culinária tradicional catarinense
Além da comercialização industrial em grandes redes, a carne de codorna também marca presença na gastronomia local de municípios catarinenses. Na cidade de Arvoredo, cozinheiras tradicionais preparam receitas especiais, como a famosa codorna recheada feita no fogão a lenha.
O prato leva ingredientes como carne bovina, queijo ralado, milho e azeitonas, exigindo um longo cozimento para apurar o sabor. O caldo liberado pelas aves durante o preparo é aproveitado para criar um molho aromático e saboroso que acompanha a refeição.
