Brasil perde ritmo e deve crescer menos que a média da América Latina em 2026 devido a juros altos e incertezas econômicas
A economia brasileira caminha para um ritmo mais lento nos próximos anos, conforme apontam as projeções atualizadas divulgadas recentemente pelo Banco Mundial.
O cenário para o Brasil indica dificuldades na atividade produtiva, ficando abaixo das expectativas gerais projetadas para o restante da região latino-americana.
Essas projeções foram divulgadas pelo Banco Mundial, trazendo alertas importantes sobre os rumos financeiros do país e os desafios globais enfrentados.
Projeção de crescimento menor para o Brasil
O Banco Mundial divulgou que o Brasil deve registrar um crescimento econômico de 2,1% no ano de 2026.
Esse ritmo projetado para o país fica abaixo da média estimada para toda a região da América Latina e do Caribe, que é de 2,2%.
A vice-presidente do Banco Mundial para a região, Susana Cordeiro Guerra, afirmou que a América Latina e o Caribe têm potencial para alcançar um crescimento mais sólido e ambicioso.
Ela destacou ainda que os países que mantiveram estruturas macroeconômicas sólidas, fortaleceram suas instituições e impulsionaram reformas estão demonstrando que é possível alcançar um crescimento mais forte.
Fatores que pesam sobre o desempenho brasileiro
Entre os países com maiores taxas de destaque estão o Paraguai com 4,7% e El Salvador com 4,5% de alta prevista.
Esses locais são beneficiados por melhores condições de segurança e por políticas eficientes de controle dos gastos públicos.
Por outro lado, o Brasil e o México, maiores economias regionais, sofrem com pesos específicos em suas estruturas produtivas.
Segundo a instituição financeira, pesam sobre o desempenho brasileiro os juros elevados para controlar a inflação, as incertezas sobre as políticas econômicas e o enfraquecimento dos investimentos públicos.
Riscos climáticos e externos para a economia
Outro risco relevante apontado pelo documento é o fenômeno climático El Niño, que pode afetar negativamente a atividade econômica de formas variadas.
Entre os impactos citados estão secas severas que prejudicam a agricultura e a geração de energia hidrelétrica, além de períodos de chuvas excessivas.
A variação nos preços da energia também surge como um dos principais riscos para a inflação global e regional.
Com preços elevados de energia, os bancos centrais podem optar por manter os juros altos por mais tempo para tentar conter a escalada de preços.
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