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Novo filme de Karim Aïnouz explora como o acúmulo de riqueza está ligado ao patriarcado e critica super-ricos

Diretor Karim Aïnouz argumenta em novo filme internacional que a concentração de renda e o poder das elites caminham junto com estruturas patriarcais O privilégio econômico está diretamente…

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  • Diretor Karim Aïnouz argumenta em novo filme internacional que a concentração de renda e o poder das elites caminham junto com estruturas…
  • A produção aborda temas profundos e espinhosos, refletindo sobre como a sociedade contemporânea lida com o consumo excessivo, o isolamento e as…
  • Esses detalhes e bastidores da produção foram revelados recentemente em reportagem publicada pela Folha, trazendo à tona a visão artística por trás…

Diretor Karim Aïnouz argumenta em novo filme internacional que a concentração de renda e o poder das elites caminham junto com estruturas patriarcais

O privilégio econômico está diretamente ligado ao patriarcado, conforme aponta o renomado diretor brasileiro Karim Aïnouz ao falar sobre seu novo e aguardado projeto internacional.

A produção aborda temas profundos e espinhosos, refletindo sobre como a sociedade contemporânea lida com o consumo excessivo, o isolamento e as relações familiares abusivas.

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Esses detalhes e bastidores da produção foram revelados recentemente em reportagem publicada pela Folha, trazendo à tona a visão artística por trás da obra.

A trama familiar e a inspiração clássica

O longa acompanha uma família americana excêntrica que vive isolada em uma mansão na Catalunha, Espanha, mantendo uma rotina hedonista e baseada na validação mútua.

A calmaria da mansão desmorona quando o irmão mais velho apresenta sua noiva e anuncia planos de partida, gerando conflitos intensos entre os moradores.

A inspiração veio do clássico De Punhos Cerrados, dirigido por Marco Bellocchio em 1965, atualizando a crítica social para os dilemas da nossa época atual.

A trilogia sobre o patriarcado e o abuso

Para o cineasta, este projeto consolida uma trilogia temática iniciada com A Vida Invisível e continuada em Firebrand, explorando dinâmicas de poder.

Segundo o diretor, o filme trata de como o acúmulo de riqueza está ligado ao patriarcado, conforme declarou em entrevista ao jornal.

Ele acrescenta que a estrutura patriarcal se conecta diretamente a práticas de abuso psicológico, físico e de poder dentro dos núcleos familiares.

O fascínio cultural pelos super-ricos

A obra dialoga com uma tendência global de produções focadas na elite, como Parasita e Succession, que atraem grande público nas plataformas.

O cineasta aponta que a desigualdade social acentua esse interesse, criando um abismo perceptível entre classes que gera forte atração popular.

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Para ele, a visibilidade nas redes sociais aliada ao isolamento dessas classes gera uma fricção muito interessante para o roteiro do filme.

Estreia e circulação no festival Open Air

A sessão de abertura com o filme ocorre no Jockey Club em São Paulo, integrando a programação do festival Open Air Brasil.

Após a exibição gratuita de lançamento, o longa-metragem estará disponível no circuito comercial a partir do dia 15 de outubro.

O evento traz ainda clássicos do cinema e grandes sucessos recentes para uma tela gigante montada ao ar livre na capital paulista.

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