Especialistas apontam que a alta taxa de indecisos na reta final da disputa presidencial pode alterar todos os prognósticos das urnas
A eleição presidencial chegou à véspera do primeiro turno cercada de incertezas e com uma parcela expressiva de cidadãos ainda sem candidato definido.
A situação chamou a atenção de especialistas e analistas políticos que participaram de uma transmissão especial para discutir os levantamentos.
Conforme informação divulgada pelo jornal O GLOBO, o cenário de indefinição mobiliza os institutos de pesquisa e deixa o resultado imprevisível.
O levantamento espontâneo da Quaest, divulgado recentemente, revelou que dezessete porcento dos eleitores brasileiros ainda não sabem em quem votar.
Embora esse índice tenha apresentado queda em relação aos dados anteriores, o percentual surpreendeu os especialistas pela magnitude na véspera da votação.
Durante a live realizada com colunistas do veículo, o fundador do instituto Ideia, Maurício Moura, destacou a relevância desse número expressivo.
Segundo o especialista, a quantidade de indecisos na espontânea é assustadora e supera com folga o patamar registrado no pleito presidencial de 2022.
Naquela ocasião, conforme lembrou o especialista durante a transmissão, o índice máximo de eleitores indecisos havia chegado apenas a oito porcento.
Entendendo o impacto da pesquisa espontânea na reta final
A pesquisa espontânea é a modalidade em que o eleitor responde em quem pretende votar sem que os pesquisadores apresentem uma lista com os candidatos.
Por essa característica metodológica, o levantamento costuma registrar taxas maiores de indecisos e serve para medir a consolidação das candidaturas.
Outro instituto importante, o Datafolha, apontou um patamar de onze porcento de eleitores indecisos, mostrando uma oscilação positiva em relação ao levantamento prévio.
Diante da volatilidade dos dados e da possibilidade de divergência com o resultado das urnas, o clima entre os analistas foi de cautela e descontração.
Renato Meirelles, representante do Instituto Locomotiva, brincou durante a live ao afirmar que a única certeza para a próxima segunda-feira é que criticarão os institutos.
Os números finais dos principais institutos de pesquisa
A transmissão especial do jornal O GLOBO foi ancorada pela colunista Vera Magalhães, reunindo análises sobre a corrida eleitoral para o Palácio do Planalto.
A pesquisa da Quaest, contratada pelo GLOBO e pela TV Globo, ouviu cerca de três mil e setecentos eleitores entre os dias dois e três de outubro.
O levantamento foi devidamente registrado na Justiça Eleitoral sob o código de identificação oficial BR-02197/2026 para garantir total transparência.
Na rodada anterior divulgada pelo mesmo instituto, o candidato Lula aparecia com trinta e नौ porcento, enquanto Flávio Bolsonaro registrava trinta e quatro porcento.
Projeções e margens de erro para o primeiro turno
O Datafolha, encomendado em conjunto pelo Grupo Globo e pela Folha de S.Paulo, trouxe cenários com quatro mil e seis entrevistas realizadas.
A pesquisa do Datafolha está registrada na Justiça Eleitoral sob o número de protocolo BR-01708/2026, com ampla cobertura nacional dos votantes.
Ambos os institutos trabalharam com uma margem de erro estimada em dois pontos percentuais para mais ou para menos, além de um nível de confiança de noventa e cinco porcento.
Com números tão ajustados e uma base expressiva de cidadãos indecisos, a expectativa geral é de que a apuração reserve fortes emoções para todo o país.