TSE chega ao primeiro turno das eleições com 100% da energia solar compensada e garante economia milionária na administração pública
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TSE chega ao primeiro turno das eleições com 100% da energia solar compensada e garante economia milionária na administração pública

Redação Portal Web Dicas • • 3 min de leitura • Economia

Tribunal Superior Eleitoral alcança marca histórica com 100% de energia solar compensada nas eleições e gera economia milionária

O Tribunal Superior Eleitoral atingiu uma marca inédita em sua história institucional ao chegar às eleições com 100% do consumo de energia compensado por geração solar, conforme anunciado recentemente pelos órgãos competentes.

Essa transição energética representa um marco importante para a administração pública federal, unindo a sustentabilidade ambiental à responsabilidade fiscal na gestão dos recursos públicos durante o pleito eleitoral.

Conforme informação divulgada pelas empresas públicas envolvidas no projeto, a iniciativa demonstra como a inovação verde pode transformar o funcionamento das instituições brasileiras, trazendo benefícios diretos para a sociedade e para o orçamento estatal.

Funcionamento da usina e geração compartilhada

A energia limpa utilizada pelo tribunal é originada de uma usina fotovoltaica que entrou em operação próxima à primeira residência de Juscelino Kubitschek, em Brasília, consolidando uma parceria estratégica regional.

O projeto foi viabilizado por meio de uma cooperação técnica entre a Companhia Imobiliária de Brasília e a CEB Participações, empresas públicas que investem fortemente em matrizes energéticas sustentáveis.

Na modalidade de geração compartilhada adotada pelo projeto, os painéis solares não precisam estar instalados no mesmo endereço do consumidor, funcionando através da injeção de energia na rede da distribuidora local.

Dessa forma, a eletricidade injetada se transforma em créditos energéticos, que são integralmente utilizados para abater o consumo mensal do órgão beneficiado, garantindo total eficiência operacional.

Impacto financeiro e redução de custos

De acordo com os dados técnicos do projeto, a usina fotovoltaica deve gerar uma economia média de R$ 745,3 mil por ano aos cofres do tribunal, o que representa cerca de R$ 62 mil mensais.

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Esse montante expressivo significa uma redução de aproximadamente 11,5% nos custos totais com eletricidade, aliviando o orçamento e otimizando os gastos públicos de forma sustentável.

Atualmente, o consumo médio do tribunal fica em torno de 582,8 mil kWh por mês, com um gasto financeiro médio de R$ 576,6 mil, valores que serão parcialmente compensados pelos créditos solares.

Segundo o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, pela primeira vez vamos realizar uma eleição aqui no TSE com o consumo de 100% de energia solar, reforçando que energia limpa na administração pública também é eficiência.

Estrutura física e capacidade de produção

Até o momento, o complexo solar possui uma potência instalada de 4 megawatts-pico, sendo composto por 5.628 painéis solares distribuídos em uma área de aproximadamente nove hectares.

Essa extensão territorial equivale a cerca de nove campos de futebol, aproveitando um terreno da Terracap que possuía restrições para aproveitamento imobiliário convencional e permaneceria ocioso.

A previsão técnica indica que a usina produzirá 7,7 gigawatts-hora anualmente, volume suficiente para abastecer cerca de 1.830 residências com quatro moradores e consumo médio mensal de 350 kWh.

O presidente da Terracap, Júlio César Reis, explicou que o empreendimento é fruto de uma parceria entre Terracap e CEB, empresas públicas que têm investido em gerações de energias limpas, contribuindo para o crescimento econômico do Distrito Federal.

Sustentabilidade e longevidade do projeto

A usina solar possui uma vida útil estimada em trinta anos, período em que a geração de energia limpa poderá evitar a emissão de cerca de 18,5 mil toneladas de gás carbônico na atmosfera.

Mesmo descontando todas as emissões ligadas à fabricação, instalação e funcionamento da estrutura, o saldo positivo estimado é de 10,6 mil toneladas de dióxido de carbono evitadas.

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Esse volume ambientalmente positivo equivale exatamente ao carbono que seria absorvido por cerca de 176 mil mudas de árvores ao longo de seu desenvolvimento ecológico.

Vale destacar que esse modelo inovador já é adotado com sucesso pelo Supremo Tribunal Federal, que mantém uma usina própria de 3,5 MWp em pleno funcionamento, expandindo a sustentabilidade no Judiciário.

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