Mico ou inovação? Entenda por que candidatos querem mais data centers no Brasil enquanto cresce a forte rejeição nos Estados Unidos
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Mico ou inovação? Entenda por que candidatos querem mais data centers no Brasil enquanto cresce a forte rejeição nos Estados Unidos

Redação Portal Web Dicas • • 4 min de leitura • Economia

Descubra por que o Brasil quer atrair novos data centers com incentivos fiscais enquanto os Estados Unidos enfrentam forte rejeição popular e protestos

A corrida tecnológica global traz um dilema curioso para o debate político atual, pois candidatos à Presidência defendem a atração de data centers. Enquanto isso, moradores nos Estados Unidos demonstram forte rejeição e protestam contra a expansão desses grandes complexos tecnológicos em seus bairros.

Essa diferença de cenário revela estratégias distintas entre as maiores economias do mundo, motivadas principalmente por questões ligadas à matriz energética, ao tamanho do mercado e à necessidade de reduzir a dependência tecnológica externa do país sul-americano.

Conforme informação divulgada pelo portal G1, a discussão envolve desde incentivos bilionários até exigências rígidas de sustentabilidade, mostrando que o futuro da inteligência artificial depende diretamente de onde esses centros de processamento de dados serão construídos.

O que são data centers e por que o Brasil quer investir no setor

Um data center, ou centro de dados, é o local responsável por armazenar e processar informações cruciais para a internet e para sistemas avançados. Os modelos mais comuns incluem a computação em nuvem e os complexos dedicados ao treinamento de inteligência artificial.

Segundo dados do site Data Center Map atualizados em setembro, os Estados Unidos lideram o setor globalmente com mais de 4.700 instalações. O Brasil ocupa apenas a 12ª posição no ranking mundial, contando com 218 complexos tecnológicos em seu território.

Essa baixa quantidade gera um déficit expressivo na balança comercial brasileira, que terminou o último ano com saldo negativo de 8 bilhões de dólares em serviços de computação e informação, conforme dados da associação Brasscom citados na cobertura jornalística.

A rejeição nos Estados Unidos e as vantagens da matriz energética brasileira

Enquanto o governo americano lida com a pressão popular, uma pesquisa da Reuters e Ipsos revelou que 64% da população americana discorda que a construção rápida de data centers seja positiva. Além disso, 57% dos entrevistados são contrários à criação desses complexos próximos de suas casas.

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Apesar da forte rejeição social, o presidente Donald Trump defende o avanço do setor. Durante um encontro recente com executivos de tecnologia como Elon Musk e Mark Zuckerberg, Trump afirmou que os empreendimentos trarão grandes contribuições financeiras para as comunidades locais.

No Brasil, a situação energética é um diferencial competitivo importante para o setor de data centers. Diferente dos Estados Unidos, que dependem fortemente de combustíveis fósseis, a eletricidade brasileira é gerada em larga escala por fontes renováveis como hidrelétricas, eólica e solar.

Propostas dos candidatos à Presidência e o novo regime de tributação

O consenso entre os principais candidatos sobre a necessidade de atrair data centers resulta em diferentes propostas nos planos de governo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou recentemente o Redata, um regime especial que zera impostos de importação para equipamentos do setor.

Para obter o benefício fiscal, as empresas devem usar energia exclusivamente renovável ou de baixo carbono, além de limitar o gasto de água e destinar parte da capacidade para o mercado interno e para pesquisas científicas no país, conforme detalhado nas reportagens originais.

Outros candidatos também apresentam propostas específicas para a área, como Flávio Bolsonaro, que defende a redução de impostos sobre energia, e Ronaldo Caiado, que conecta os data centers ao desenvolvimento nacional de semicondutores e modelos avançados de linguagem.

Cuidados necessários e o futuro da infraestrutura digital no país

Especialistas em computação sustentável alertam que o Brasil precisa expandir sua capacidade computacional, mas deve se precaver para evitar os mesmos problemas enfrentados no exterior. O professor Daniel Cordeiro, da USP, destaca a importância de medir os impactos ambientais desde o início.

Thais Ortega, coordenadora de pesquisa da consultoria Reglab, aponta que a regulamentação de conceitos como energia de baixo carbono ainda precisa ser fechada pelos próximos governantes, garantindo que o crescimento econômico venha acompanhado de responsabilidade socioambiental.

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Com uma ampla rede de cabos submarinos e um mercado interno em expansão, o Brasil consolida a discussão em torno de quais regras devem normatizar a instalação dos data centers, buscando transformar a tecnologia em uma aliada estratégica para o desenvolvimento econômico.

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