O técnico argentino Nicolás Larcamón, atualmente no comando do Sporting de Gijón, citou sua passagem pelo futebol brasileiro para ilustrar a intensidade que espera encontrar em um clássico regional da Espanha, comparando o clima ao do histórico embate entre Cruzeiro e Atlético-MG.
Ao traçar o paralelo, Larcamón falou em um “ódio bem entendido” entre rivais no contexto esportivo e ressaltou que a paixão deve ser convertida em foco e organização dentro de campo. O treinador destacou a necessidade de equilíbrio emocional para que a equipe tome decisões racionais e mantenha eficiência tática durante confrontos carregados de rivalidade.
Larcamón recordou a vivência em Minas Gerais no início de 2024, quando dirigiu o Cruzeiro em 14 partidas — com sete vitórias, quatro empates e três derrotas — e foi desligado do clube em abril, após a derrota por 3 a 1 na final do Campeonato Mineiro para o rival alvinegro. Na sequência do estadual, o clube também registrou eliminações em competições nacionais que pesaram na decisão pela demissão.
Em suas declarações sobre o clássico asturiano, o treinador afirmou que, mesmo jogando como visitante, sua equipe não terá postura apenas reativa: a ideia é propor o jogo, controlar momentos e aproveitar a energia local sem abrir mão da clareza tática. Larcamón assumiu o Sporting de Gijón em maio de 2026, em contrato até junho de 2027, e chegou à Europa após passagens por clubes de México e Brasil.
A comparação entre os clássicos — de Belo Horizonte e da região da Astúrias — reforça a ênfase do treinador em canalizar rivalidade para resultados práticos: intensidade dos torcedores e do jogo devem servir como combustível para disciplina coletiva e execução do plano de jogo, segundo a sua avaliação.
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