A Colômbia extraditou na sexta‑feira, 25 de setembro de 2026, Geovany Andrés Rojas, conhecido pelo codinome “Araña”, para os Estados Unidos, segundo três fontes policiais consultadas. Rojas é acusado de envolvimento em tráfico internacional de drogas.
Apontado como líder dos Comandos de Fronteira — facção integrante da Coordenadora Nacional do Exército Bolivariano, grupo dissidente das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) — Rojas atuava principalmente na região de fronteira com o Equador.
O processo contra ele havia sido suspenso durante o governo do ex‑presidente Gustavo Petro, no contexto das negociações da chamada política de “paz total”. A investigação e os trâmites de extradição foram retomados pela gestão do presidente Abelardo De La Espriella, que em setembro determinou o fim das negociações de paz com grupos armados e ordenou o avanço das extradições pendentes.
Segundo registros da Polícia Nacional, Rojas foi preso em fevereiro de 2025 em Bogotá. A transferência aos Estados Unidos corresponde a pedidos relacionados a acusações ligadas ao tráfico internacional de entorpecentes.
Especialistas em segurança apontam que extradições de comandantes de grupos armados são raras e costumam refletir um alinhamento entre decisões judiciais internas e requerimentos internacionais — especialmente em casos com acusações de narcotráfico. Neste caso, trata‑se da primeira extradição de um comandante de alto escalão desde o início do governo de Abelardo De La Espriella.
- Quem foi extraditado: Geovany Andrés Rojas, codinome “Araña”.
- Grupo: Comandos de Fronteira — parte da Coordenadora Nacional do Exército Bolivariano (dissidentes das Farc).
- Acusação: tráfico internacional de drogas.
- Data da prisão: fevereiro de 2025, em Bogotá.
- Data da extradição: 25 de setembro de 2026.
As autoridades colombianas e norte‑americanas não divulgaram, até o momento, detalhes públicos sobre o itinerário da transferência ou o calendário processual nos Estados Unidos. A extradição marca uma etapa nas medidas adotadas pelo atual governo para acelerar casos pendentes contra líderes de grupos armados envolvidos com o narcotráfico.
Leia também: Trump disse a Xi que apoio chinês ao Irã é ‘inaceitável’, afirma embaixador