A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabeleceu que os planos de saúde deverão cobrir o uso do DIU hormonal como recurso terapêutico para mulheres diagnosticadas com endometriose. A medida visa ampliar o acesso a essa alternativa de tratamento por meio do sistema de saúde suplementar.
O DIU hormonal, conhecido por liberar o hormônio levonorgestrel, é utilizado tanto como método contraceptivo quanto para controlar sintomas da endometriose — entre eles dor pélvica crônica e sangramentos anormais. Estudos e diretrizes médicas indicam que o dispositivo pode reduzir a inflamação e aliviar a intensidade das dores associadas à doença.
Com a nova determinação da ANS, pacientes atendidas por planos privados não deverão arcar integralmente com o custo do dispositivo quando ele for indicado para tratar a endometriose. A medida tende a diminuir gastos diretos das usuárias e facilitar o acesso a um tratamento já recomendado por profissionais de saúde em diversos casos clínicos.
Operadoras e profissionais de saúde terão de adaptar práticas e autorizações aos critérios estabelecidos pela agência, que incorpora o DIU hormonal como opção a ser custeada no âmbito da assistência suplementar. A mudança acompanha debates sobre ampliação de cobertura e a qualificação da atenção à saúde da mulher.
Especialistas em ginecologia e defensores da saúde feminina avaliam que a obrigatoriedade de cobertura pode reduzir barreiras ao diagnóstico e manejo da endometriose, ainda uma condição subdiagnosticada e com impacto significativo na qualidade de vida de muitas mulheres.
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