O governo da Dinamarca anunciou nesta quinta-feira (10/09/2026) a intenção de impedir a presença de telefones celulares em escolas e institutos de ensino médio. A primeira‑ministra Mette Frederiksen informou que a proibição será ampla e se aplicará tanto às salas de aula quanto aos pátios.
A iniciativa acompanha outra proposta do Executivo para vedar o uso de redes sociais por menores de 15 anos, apontou a chefe de governo.
Segundo o anúncio, a restrição aos aparelhos cobrirá alunos desde o primeiro ano do ensino fundamental até o término do ensino médio.
O anúncio foi feito logo após a divulgação, na terça‑feira (08/09/2026), do relatório PISA — o exame internacional coordenado pela OCDE que avalia desempenho em leitura, matemática e ciências. No levantamento mais recente, a Dinamarca obteve 478 pontos, abaixo da média europeia de 482.
O ministro da Educação, Magnus Heunicke, classificou os resultados como os piores já registrados do país nas três áreas avaliadas e afirmou que o desempenho preocupa o governo.
A primeira‑ministra relacionou a queda no PISA ao elevado nível de conectividade entre crianças dinamarquesas. Ela criticou o papel dos adultos ao permitir que jovens passem muitas horas diárias diante de telas, argumento usado para justificar a proibição de aparelhos nas dependências escolares.
Frederiksen já havia tratado do tema em seu governo anterior: havia sido elaborado um projeto que obrigava conselhos escolares a criar regras para transformar escolas em ambientes sem celulares, mas a proposta nunca chegou a ser debatida no Parlamento.
Contexto: o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) é aplicado a cada três anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e serve como referência global sobre o desempenho educativo de países em leitura, matemática e ciências.
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