Claudia Tacoronte Aguilera, 21 anos, natural de Gran Canaria e aluna da Universidade de Granada, foi morta a facadas na noite de sábado, 12 de setembro de 2026, em Cuautla, cidade do estado de Morelos, no centro do México, onde realizava um programa de intercâmbio acadêmico.
Segundo a Secretaria de Justiça de Morelos, o ataque ocorreu nas imediações da Casa de la Cultura, durante uma visita a uma feira sobre plantas medicinais. Testemunhas e imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a estudante foi agredida por volta das 20h30; as filmagens mostram o suspeito fugindo às 20h50. A vítima tentou buscar refúgio no interior do espaço cultural, mas não resistiu aos ferimentos e foi declarada morta antes da chegada dos socorros, por volta das 21h10.
As autoridades locais iniciaram investigação sob o protocolo de feminicídio para apurar circunstâncias e motivação do crime. O fiscal de Morelos, Fernando Blumenkron, informou que equipes estaduais acionaram imediatamente o Consulado da Espanha em Cidade do México para manter contato com a família e prestar apoio durante as investigações.
Fontes judiciais e policiais apontam como linha de investigação inicial a hipótese de assalto, mas as autoridades continuam coletando evidências e testemunhos para confirmar a dinâmica do ataque e identificar o autor. A investigação inclui análise de imagens captadas por câmeras próximas ao local e busca por testemunhas presenciais.
A Universidade de Granada manifestou condolências à família e à comunidade acadêmica e anunciou medidas de apoio aos estudantes afetados. Em reação ao caso, a instituição comunicou o cancelamento da mobilidade de três alunos que tinham previsto estudar na Universidad Autónoma del Estado de Morelos (UAEM) no próximo semestre. A UAEM, por sua vez, informou que a estudante integrava o corpo discente do campus e que a investigação será acompanhada pelas autoridades competentes.
O assassinato de Claudia reacende preocupações sobre a violência contra mulheres no México: dados divulgados por instituições jornalísticas e autoridades mostram que o país registra um número elevado de homicídios de mulheres em 2026, com Morelos entre as unidades federativas com maior taxa proporcional. Organizações e comunidades universitárias locais vinham promovendo protestos e exigindo investigação rigorosa em crimes anteriores envolvendo alunas da UAEM ocorridos nos meses anteriores.
O Consulado Geral de Espanha em Cidade do México disse que acompanha o caso de perto e mantém comunicação contínua com as autoridades mexicanas e com os familiares da vítima para facilitar os trâmites necessários. As investigações permanecem em andamento e as autoridades estaduais de Morelos prometeram esclarecer os fatos e localizar o responsável pelo ataque.
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