Um homem britânico na casa dos 60 anos admitiu, em audiência no Minshull Street Crown Court, em Manchester, ter drogado e violentado sexualmente a própria esposa ao longo de um período que remonta a 2004 e vai até 2025, segundo relatos judiciais.
Na sessão de 14 de setembro de 2026 o réu declarou-se culpado de 60 crimes, entre eles 21 acusações de estupro, além de múltiplas acusações de agressão sexual e de divulgação de imagens íntimas sem consentimento. Famílias e a vítima — que segue protegida pelo anonimato legal — acompanharam o pronunciamento no banco do tribunal.
Em junho o homem já havia admitido 15 das acusações; em 14 de setembro, segundo o tribunal, ele confirmou mais 45 acusações, totalizando 60 delitos pelas quais se declarou culpado. Entre os episódios descritos pela acusação estão ocorrências recentes entre 2022 e 2025, além de alegações que remontam a décadas anteriores.
Doze co‑réus enfrentam acusações relacionadas aos mesmos fatos e negaram as imputações. Um décimo terceiro acusado, um homem de cinquenta e poucos anos com residência na Escócia, já havia se declarado culpado de quatro crimes, incluindo conspiração para estupro e para administração de substância com intenção de atordoar.
Autoridades de Greater Manchester afirmaram que a investigação é complexa e que o apoio especializado à vítima continua sendo prioridade. Um representante da polícia exortou possíveis vítimas de abuso farmacológico a procurar ajuda e a denunciar, mesmo na ausência de memória clara dos eventos — orientação que integra as ações de atendimento a vítimas desse tipo de crime.
Os processos contra os demais acusados seguem agendados para julgamento nas instâncias competentes em Manchester; o caso tem sido comparado, em parte, a outros julgamentos internacionais que envolveram acusações de abuso facilitado por drogas e partilha de imagens íntimas sem consentimento.
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