Pesquisas de boca de urna divulgadas após a votação de domingo (13) indicam que a oposição de centro‑esquerda, liderada pela ex‑primeira‑ministra Magdalena Andersson e pelo Partido Social‑Democrata, caminha para uma vitória por margem muito estreita nas eleições gerais da Suécia.
Segundo a emissora pública SVT, a coalizão formada por quatro partidos de esquerda alcançaria 51,3% dos votos, ante 46,8% do bloco de direita. Outro levantamento, da TV4, apontou números semelhantes: 51,3% para a esquerda e 47% para a direita. Com base nas projeções, os partidos de Andersson lideravam por um assento no Parlamento: 175 cadeiras contra 174 da aliança encabeçada pelo primeiro‑ministro Ulf Kristersson.
Os primeiros resultados parciais — com quase 90% apurado por volta das 22h (horário de Brasília) — mostravam retração dos Democratas da Suécia (SD), partido de extrema‑direita. O SD aparecia com 17,6% dos votos, abaixo dos 20,5% conquistados em 2022, o que pode representar a primeira perda de cadeiras do partido desde sua entrada no Parlamento, em 2010, e a possibilidade de deixar de ser a segunda força política do país.
Uma deputada do SD, Julia Kronlid, disse que seria decepcionante perder a posição de segundo maior partido, mas ressaltou que os resultados ainda podem mudar ao longo da apuração, lembrando que nas eleições anteriores houve oscilações mais tarde na noite.
Na sede de campanha de Magdalena Andersson, as estimativas iniciais foram recebidas com comemorações. Andersson afirmou que o bloco estava na frente naquele momento e acrescentou que, se a liderança for confirmada, a Suécia terá um novo governo. Conhecida informalmente como “Magda”, a ex‑primeira‑ministra tem 59 anos e disputa o retorno ao cargo que deixou em 2022.
Do outro lado, o atual premiê Ulf Kristersson, de 62 anos, buscava a renovação do mandato e usou nas últimas semanas da campanha um discurso que remeteu ao lema de líderes nacionalistas estrangeiros, afirmando querer “tornar a Suécia grande novamente”.
O líder dos Democratas da Suécia, Jimmie Åkesson, transformou a legenda nas últimas duas décadas, afastando‑a da origem neonazista e consolidando‑a como uma força relevante no cenário político sueco. Em seu comício final em Estocolmo, no sábado (12), Åkesson declarou confiança na vitória e adotou um tom nacionalista ao exaltar uma Suécia mais segura e identitária.
Entre as vozes contrárias ao avanço da extrema‑direita, a ativista climática Greta Thunberg publicou nas redes sociais um apelo aos eleitores para impedir a formação de um governo que incluísse forças extremistas e pediu prioridade à justiça climática.
Cerca de 8 milhões de eleitores estavam aptos a votar no pleito, em um país de aproximadamente 10,6 milhões de habitantes, onde a participação costuma superar 80%. Analistas e partidos advertiram que as projeções são preliminares e que a composição final do Parlamento e a definição de alianças de governo dependem da contagem completa e de eventuais negociações pós‑eleitorais.
Relatos e projeções iniciais foram utilizados pelas campanhas para mobilizar apoiadores enquanto a apuração seguia em andamento.
Informações adicionais foram obtidas junto à AFP.
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